A grande moral, penso eu, é se fixar no que está por vir. Sabe uma criança que tá pra ganhar um presente novo e aos poucos vai deixando de achar graça nos atuais? Essa é a chave. Não sei porque, mais depois que crescemos começamos a ver valores e tristezas em tudo que existe. E não me venham dizer que não sentem nada ao deixar uma maneira x de vida, uma rotina estabelecida, uma casa, um trabalho, a escola onde sempre estudaram.
Hoje falei com um conhecido que perguntou como estava minha vida. Após a resposta ele concluiu que eu parecia uma morta de fome, flagelada e velha. Sim, minha vida é um grande drama. Mas eu não o faço, ele se cria e eu só sinto. De um tempo pra cá ando bem emotiva. Talvez por ter passado por situações complicadas, perdas sentimentais grandes e algumas de valor.
Eu sempre amo a idéia da mudança, mas chega na hora dá aquele medo, aquela insegurança. "Será que vou ter dinheiro?", "Será que estou mudando para melhor ou pior?", "Será que vou gostar?" (...)
O fato é que estou, nesse exato momento, tentando me prender no novo, na expectativa, na promessa de dias melhores. Planos, planos, planos. Muitos papéis, muitas ligações, muitas noites de insônia imaginando se vai dar certo ou não. Espero e acredito que daqui a pouco estarei no passo número 2: estabelecer as metas e traçar estratégias convincentes para atingí-las.
A idéia da reconstrução me remete a ciclos e ciclos me remetem a renovação e a vida. Então que venha a vida me surpreender com suas melhores facetas, me fazer forçar a acreditar no que antes era impossível. Que a alegria do novo invada meu ser e me contagie de planos e sonhos e que minhas botas de ferro me mantenham mais fortemente ligada ao chão para ter a chance de realizá-los. Amém!
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